Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

GRAVE ACIDENTE DE TREM EM VIAREGGIO.




30/06/2009

O número de mortos na explosão de dois vagões de um trem de carga que passava pela cidade de Viareggio, norte da Itália, na noite de ontem, chegou a 16. Além deles, 36 pessoas ficaram feridas, das quais 14 estão em estado gravíssimo.

Segundo informações da prefeitura local e da Defesa Civil, 1.115 pessoas foram evacuadas de suas casas após a explosão, que foi forte o suficiente para destruir algumas construções das imediações e comprometer a estrutura de outras.

No momento, a área do acidente está isolada e as pessoas que moram nas proximidades da estação foram abrigadas em hotéis da cidade. A maioria poderá voltar às suas residências. Somente 300 pessoas ficarão desabrigadas.

O grupo Ferrovie dello Stato, responsável pelo transporte ferroviário do país, acredita que pistões da locomotiva tenham quebrado, causando o descarrilamento do trem. Dois vagões com tanques de GLP (gás liquefeito de petróleo) explodiram.

No hospital Versilia, de Viareggio, estão dez pessoas internadas e os corpos de 11 mortos. Outros dois ainda serão encaminhados para lá, assim que os bombeiros conseguirem retirá-los dos destroços do trem. A operação é complexa, porque há cisternas com GLP que ainda podem explodir.

Uma criança estrangeira, cuja nacionalidade não foi informada, sofreu fortes queimaduras e foi levada de helicóptero para o hospital Bambin Gesù, em Roma, onde não resistiu e acabou morrendo.

Além dela, uma mulher que foi internada no hospital de Massa e uma outra transferida ao centro médico de Pisa também morreram. Todas as mortes foram causadas pelas graves queimaduras sofridas.

Massa e Pisa ainda registram dez feridos em estado gravíssimo. Todas as vítimas do acidente receberam os primeiros atendimentos no hospital Versalia e então foram transferidos a outras cidades de helicóptero. Os hospitais de Florença, Milão, Turim, Cesena, Parma, Gênova, Lucca e Carrara auxiliam no tratamento dos pacientes.

AnsaLatina

Corpo de José Aristodemo Pinotti será velado na Faculdade de Medicina da USP.

da Folha Online

O corpo do médico ginecologista e deputado federal José Aristodemo Pinotti será velado na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), a partir das 11h desta quarta-feira. Pinotti morreu na madrugada de hoje, aos 74 anos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de um câncer de pulmão.

O hospital informou que ele estava internado devido a complicações de um tumor no pulmão e morreu às 3h45. Ele deixa mulher, a professora universitária Suely Pinotti, dois filhos e cinco netos.

Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem
Corpo de José Aristodemo Pinotti será velado na Faculdade de Medicina da USP
Corpo de José Aristodemo Pinotti será velado na Faculdade de Medicina da USP

Famoso por seu trabalho como ginecologista, ele estava licenciado do cargo de deputado federal, para o qual se elegeu pelo DEM em 2006, e exercia a função de secretário especial da Mulher da Prefeitura de São Paulo desde março deste ano.

Nascido em 20 de dezembro de 1934, Pinotti era filho do dentista Alfredo Pinotti e da educadora sanitária Anna Bove Pinotti. Sua primeira formação foi em 1958, pela Faculdade de Medicina da USP, onde construiu grande parte de sua carreira. Ele foi diretor executivo do Instituto da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo e chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da USP.

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pinotti foi diretor da Faculdade de Ciências Médicas nos anos 1970 e ganhou o cargo de professor titular e chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Foi reitor da universidade entre 82 e 86.

Especializado em ginecologia pela Università Di Firenze (Itália), o médico era membro da Academia Paulista de Medicina e professor-adjunto da Universidade La Sapienza (Itália). Teve passagens pelos hospitais Hospital Pérola Byington, onde fez sua residência, e pelo próprio Sírio-Libanês.

Tem mais de 1.300 publicações, entre elas 37 livros científicos, mais de 450 artigos em revistas e jornais especializados nacionais e estrangeiros, duas teses publicadas e dois livros de poemas e colunas sobre saúde assinadas em jornais.

O médico também atuou na vida política, entre cargos de secretário da Educação e da Saúde, tanto do Estado quanto da prefeitura, entre 1987 e 1995. Em 95, ele assumiu cargo de deputado federal, pelo PMDB, e conseguiu sua segunda legislatura em 2002. Pelo DEM (ex-PFL), ele foi eleito para sua terceira legislatura.

O enterro ocorrerá às 17h no Cemitério da Consolação.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Morte de Michael Jackson impulsiona venda de discos na internet.


LOS ANGELES (Reuters) - Em morte, Michael Jackson tem aproveitado uma renascença comercial que ele tentou por anos sem conseguir.

O autoproclamado "rei do pop", que morreu repentinamente na quinta-feira, ocupou os primeiros 15 lugares no site de vendas online Amazon.com, em venda de álbuns em questão de horas.

Venda de discos de Michael Jackson no Reino Unido dispara

O disco número 1, como se poderia esperar, foi a reedição do 25o aniversário de "Thriller", de 1982, disco mais vendido da história, com cerca de 50 milhões de cópias no mundo todo desde que chegou às lojas em 2008. Três diferentes versões de "Thriller" ocuparam as posições 12, 13 e 14.

Em segundo lugar veio o "Off the Wall", de 1979, que foi seguido de "Bad", de 1987. Os dois álbuns também tiveram uma venda maciça em seus lançamentos iniciais. Seu último álbum, "Invincible", de 2001, veio em um lugar mais modesto, número 10.

Os outros álbuns na lista estavam em sua maioria em coleções, até mesmo seu trabalho solo ou seus hits com o Jackson 5.

A gravadora de Michael Jackson, Sony Music, disse que ele vendeu cerca de 750 milhões de álbuns ao redor do mundo, e ocupou13 vezes no número 1 da paradas com seus singles.

"Seu trabalho artístico e magnetismo mudou o cenário da música para sempre", disse o presidente da Sony Corp, Sir Howard Stringer, em um comunicado. "Nós ficamos profundamente afetados por sua originalidade, criatividade e incrível espírito de trabalho."

(Reportagem de Dean Goodman)

Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles aos 50 anos.


O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu às 18h26 (horário de Brasília) desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo. De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local).

Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor. Jermaine Jackson, irmão do cantor, se pronunciou publicamente às 22h10 (horário de Brasília) e disse que os paramédicos tentaram ressucitar Michael durante uma hora, sem sucesso. O cantor estava preparando sua volta aos palcos para uma série de 50 shows em Londres, a partir do dia 13 de julho, com ingressos esgotados.

Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 em Gary, Indiana. Quinto filho do metalúrgico Joe Jackson, Michael mostrou seu talento para a música e para a dança muito cedo. Ele começou sua carreira nos anos 60, aos cinco anos, com o grupo Jackson 5, formado também pelos seus quatro irmãos mais velhos. Desde a pré-adolescência, quando a banda lançou os primeiros discos, o cantor se tornou uma das figuras mais conhecidas e adoradas da música norte-americana.

O estouro solo veio em 1979, com o quinto disco dele, "Off The Wall", que, graças a uma empolgante e original mistura de disco, funk e pop, abriu caminho para o que o cantor viria a se transformar nos anos seguintes.

Na década de 1980 lançou dois de seus melhores discos, "Thriller", de 1982, e "Bad", de 1987, e consolidou a posição de superastro. Foi aí também que surgiu a imagem de um artista de hábitos e atitudes cada vez mais estranhos. É o exemplo perfeito de criança-prodígio que, cada vez mais famosa e idolatrada, acaba por criar um mundo próprio distante da realidade.

Ao mesmo tempo em que batia recordes de vendas com "Thriller" --que segundo o livro "Guiness" vendeu entre 55 milhões (segundo a gravadora Sony e a associação de gravadoras dos EUA) e mais de 100 milhões de cópias (de acordo com empresários do cantor)--, colocava sucesso atrás de sucesso nos primeiros lugares das paradas e lançava moda entre os adolescentes de todo o mundo com suas roupas e coreografias, em especial o "moonwalk".

Mas Michael era motivo de especulações pela sua postura infantilóide, modificações profundas em seu rosto e branqueamento de sua pele. Nos anos 80, dizia-se até que o cantor dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.

A partir do início dos anos 90, os fatos sobre sua vida particular já chamavam muito mais atenção do que sua música --que, diga-se, nunca mais repetiu a genialidade da trilogia "Off The Wall", Thriller" e "Bad". Por mais que lançasse discos de modo superlativo, como o fez com "Dangerous", em 1991, o que atraía o público eram as histórias sobre o megalômano rancho Neverland, na Califórnia, e a preferência do cantor por estar sempre acompanhado de crianças, entre elas o então ator mirim Macaulay Culkin, astro do filme "Esqueceram de Mim".

Foi na década de 90 que surgiu o caso que abalaria a carreira e a vida de Jackson. Em 1993, o cantor foi acusado de ter molestado sexualmente um menor de idade. Segundo relatos da época, Jackson fez um acordo milionário com a família da suposta vítima fora dos tribunais em 1995. Nos anos seguintes, se casaria com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie, e com a enfermeira Debbie Rowe, mãe de dois de seus três filhos. O cantor se apresentou ao vivo no Brasil em 1993 e voltou ao país em 1996 para gravar o clipe da canção "They Don't Care About Us" no Rio de Janeiro e na Bahia com o grupo Olodum.

Sem lançar disco desde 2001, quando gravou "Invincible", nos últimos anos Jackson foi notícia graças ao julgamento pelo qual passou entre 2004 e 2005, também acusado de ter molestado um menor em 2003. Absolvido das dez acusações, logo após o julgamento o cantor passou por uma temporada de exílio no Barein, como convidado da família real do país. Em reconhecimento a sua carreira, em 2002 foi eleito o artista do século pela premiação American Music Awards.

Michael reeditou em 2008 o clássico "Thriller", que traz a participações de nomes atuais como Will.i.am e Akon, e colocou uma nova compilação nas lojas, "King of Pop". Em março de 2009, anunciou sua volta aos palcos com uma temporada de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho e seguiria até fevereiro de 2010.

A demanda pelos shows foi tão grande que dezenas de apresentações extras foram acrescentadas, ao mesmo tempo em que centenas de ingressos surgiram em sites de leilão online como o eBay, em meio a críticas à maneira como as vendas estão sendo feitas. Segundo cálculos da Billboard, o cantor poderia levar para casa mais de 50 milhões de dólares com os shows.

Em maio deste ano, surgiu também um boato de que Jackson estaria sofrendo câncer de pele. Segundo o The Sun, os médicos haviam diagnosticado sinais da doença em seu corpo e células que poderiam provocar câncer de pele no rosto, mas a notícia foi desmentida logo em seguida.

Uma produtora de shows norte-americana queria proibir que Michael Jackson voltasse aos palcos e ameaçava seu retorno. A AllGood Entertainment Inc, de Nova Jersey, alegava que tinha contrato com o cantor para que ele não se apresentasse até 2010. Os assessores do artista, no entanto, não se preocuparam com a possibilidade de uma ação judicial que criasse obstáculos aos shows.

Jackson ainda é o "Rei do Pop" para sua legião de fãs, apesar de seu comportamento e de sua aparência por vezes bizarros nos últimos anos. Ele já vendeu em torno de 750 milhões de discos, ganhou 13 Grammy e é visto como um dos maiores artistas pop de todos os tempos.

UOL

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Pablo Silva. Um coração simples.

Diego Salmen

Terra Magazine publica ao longo desta semana a série "Brasil: guerra urbana" para mostrar as faces ignoradas da violência. Em 30 anos, foram mais de 1 milhão de homicídios registrados. As reportagens contarão as vidas esquecidas de dez brasileiros que não tiveram a chance de concluir desejos ínfimos. O extraordinário cotidiano de homens e mulheres comuns. Nesta quarta-feira, 24, publicamos a sétima história. A de Pablo Silva.

*** 

Um beijo na mãe, no pai, um afago nos pelos brancos do cachorrinho maltês Igui. Cruzava os vãos do sobrado no Jardim Belval, periferia de Barueri, na grande São Paulo. Chegando à garagem, saltava em sua moto para ganhar o asfalto. Quando não a trabalho, estacionava a Parati "bola" na calçada, para curtir um som e trocar ideias com os amigos. Pablo não saía de casa sem fazer o sinal da cruz."Ele era tudo de bom", conta a prima Jancarla Silva, a Jan. Alma doce e espirituosa, Pablo Patrick da Silva, 21 anos, foi assassinado em 22 de maio. Numa noite de segunda-feira, ladrões o emboscaram na porta de casa, em busca de um cofre. Levaram-no para dentro do sobrado, e renderam o pai, João Pires, e a mãe, Maria Encarnação. O bando se irritou com a inexistência do cofre. Pablo e João foram alvejados.

O pai morreu no mesmo dia, enquanto Pablo só teve a morte cerebral decretada na tarde de terça; à noite, a mãe - que enfrentava um câncer - sofreu um enfarto fulminante. Da família, restou apenas a irmã, Jacqueline.

Pablo foi uma criança arteira, brincalhona. Zombava de todos, mas a ninguém faltava com o respeito. "Puxou ao pai, piadista", lembra o tio Urbino Pires. "Nossa, ele não obedecia a minha vó!", complementa Jan. Desde pequeno, quando se esgueirava em cima do triciclo de plástico vermelho e azul, sonhava ter uma moto.

Juntou dinheiro como assistente de pedreiro, vendedor, entregador. Fez de tudo um pouco, e enfim comprou uma moto CG. Pablo levou os estudos no toque de bola até se formar no ensino médio. Nunca demonstrou cumplicidade com os livros. "Não repetiu de ano, mas não era um aluno nota 10", rememora, rindo, a prima.

Mandava ver na mesa. Pizza, pastel e lasanha. "Era do tipo que ficava de olho para comer a sobra de alguém na mesa", diverte-se Jan. "Comia bem".

Há cerca de dois anos, Pablo - que adorava dar apelidos aos amigos - trabalhava como motoboy na empresa de logística de um vizinho. Nos finais de semana, corria de porta em porta com pizzas e esfihas a tiracolo. O emprego contrariava a mãe, dona de casa recatada, que desejava ver o filho diplomado. Em casa, não passava por apertos financeiros; sequer precisaria trabalhar, e até contaria com o auxílio da família, caso quisesse ingressar na faculdade.

Optou pelo trampo, sempre com o intuito de bancar as próprias despesas: equipamentos de som para o carro, reformas na moto, saídas com os amigos. E roupas. "Pablo era o estereótipo do playboy", conta Jan. "Desde pequeno estava acostumado a usar roupas de marca; quando cresceu, deu uma maneirada porque viu que não era tão barato assim", ri a prima.

À direita, com amigos

A aparência, aliada às boas roupas, garantiu a Pablo sucesso entre as mulheres; bem vestido, vivia rodeado de meninas. Antes da gandaia, porém, o compromisso: apaixonou-se por uma vizinha, com quem namorou por quatro anos. O relacionamento não deu certo. A namorada era ciumenta, segundo parentes e amigos. Voltou às pistas. Pablo queria ser livre, gostava de sair. Mentira. "Acho que ele morreu gostando dela", suspeita Jan.

Do pai, além do bom humor, herdou também uma paixão: o Corinthians. Torcedor roxo, conta o tio Urbino, frequentava assiduamente o estádio. Quando menino, voltava para casa da avó chorando porque seus amigos caçoavam da pouca habilidade nas quatro linhas. Era admoestado pela prima: "volta pro jogo e para de chorar!".

Mais tarde, tentativa malograda de jogar no clube do Parque São Jorge. Restou-lhe a fiel torcida. E uma lembrança azeda da adolescência, quando foi encurralado por integrantes da torcida Independente:

- Pra que time você torce?

Sob risco de agressão, Pablo não hesitou:

- São Paulo.

Puniu a si mesmo pela traição. Chorou, mas chegou inteiro em casa. Apenas encarou a chacota dos tios que presenciaram a cena.

Quando não acompanhava o time, gostava de estar com as pessoas. Com os amigos, geralmente nas ruas do bairro, às vezes em bares, raramente em baladas. Nem cigarro, nem bebida. Com a família, o amor de filho caçula. E... com as mulheres. Uma aqui, mais uma ali, outra mais pra cá.

- Tem Pablo para todas elas - dizia.

Cultivava também o espírito. Não tinha religião, mas se benzia sempre que via um templo ou igreja. Certa vez, sofreu um acidente de moto que lhe custou uma perna quebrada. Supersticioso, pôs um pequeno crucifixo dentro do gesso.


Uma semana antes de ser assassinado

Os vizinhos o chamavam de "filho do português". João, o pai, trabalhou a vida toda em frigoríficos. Emprego que lhe valeu o apelido de "João da Linguiça". Aposentado, passou a comercializar os embutidos. Migrou há mais de 20 anos, assim como a esposa, oriunda da Ilha da Madeira. Conheceram-se no Brasil, e aqui se juntaram.

Recentemente, João deu seu próprio Golf de presente a Pablo; faltava apenas formalizar a transferência com a papelada. Na mesma época, o filho motoboy pediu demissão do emprego. Queria atender aos anseios de dona Maria e finalmente entrar numa faculdade. Despreocupado, entraria num curso vocacional para descobrir que carreira seguir. "Ele estava começando a pensar no futuro só agora", diz Jan.

O motoboy não teve, porém, tempo para comunicar à família os novos planos.

Em março deste ano, ladrões invadiram pela primeira vez a casa do pai, pelos fundos, para roubar seu carro. Sem sucesso. Continuaram, porém, espreitando a vítima. Parentes e amigos acreditam que a pinta de "playboy" de Pablo chamou a atenção dos bandidos.

Dois meses depois, o incidente se repetiu. Para nunca mais suceder. Hoje o sobrado da rua Casimiro de Abreu está fechado. Como lembrança, roupas, pertences e mobiliário das vítimas.

Muito antes de morrer, Pablo havia manifestado, espontaneamente, o desejo de ser doador de órgãos. Evitava entrar em discussões sérias, mas não hesitou quanto a essa decisão. Seus órgãos se espalharam em sete vidas. Para Jancarla, sem risco de ser rejeitado: "Ele não tinha maldade no coração".

Terra

BRASILEIRO AMAURI QUER DEFENDER SELEÇÃO ITALIANA.

23/06/2009

O atacante brasileiro Amauri, da Juventus, está disposto a defender a Itália a partir de setembro, quanto receberá o passaporte do país.

"Para mim será uma honra, porque vivo aqui há dez anos e estou feliz. Depois, como disse o técnico da Itália, quando tiver a cidadania, poderei ser convocado", comentou Amauri em entrevista ao jornal esportivo La Gazzetta dello Sport.

"Como sempre disse, atuar pela Itália seria uma forma de devolver tudo o que este país me deu", completou o jogador, que seguirá na Juventus.

Amauri falou ainda sobre a derrota da Itália para o Brasil na Copa das Confederações, que mandou os atuais campeões mundiais para casa.

"Não torci para ninguém em especial, mas elogio a Seleção Brasileira porque está em ótima fase", comentou.

O atacante disse ter conversado com o meia Diego nos dias prévios à sua contratação pela Juventus e lhe afirmou que o time de Turim era a "escolha adequada".

"Diego é um campeão que marca e deixa marcar: com ele temos uma Juventus de mais qualidade", diz Amauri, que espera a chegada de outros reforços.

Terra Brasil

JORNAL DOS BISPOS ITALIANOS PEDE 'REFORMAS CONSTITUCIONAIS'.

23/06/2009

O jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, afirmou nesta terça-feira, 23, que é necessário "reabrir o grande capítulo das reformas constitucionais compartilhadas e revisar as leis eleitorais [do país]".

O jornal considera que essas mudanças são necessárias após "a sensacional rejeição do referendo", que foi realizado no país entre domingo e ontem sobre alterações na legislação eleitoral. Para a publicação, se a mudança na lei fosse aprovada, poderia abrir as portas para "arriscadas ditaduras das minorias".

O referendo, que na Itália só pode ser convocado para alterar leis já vigentes, foi anulado porque menos de 50% dos eleitores foram às urnas. No país, o voto para referendos não é obrigatório.

Caso as propostas fossem aprovadas, o partido que obtivesse maioria simples dos votos para o parlamento teria direito a 55% das cadeiras, independente da porcentagem de votos que conseguisse.

O referendo também perguntava ao eleitor se deveriam ser extintas as coalizões para a Câmara dos Deputados e para o Senado. Por fim, propunha-se que fosse proibido que uma pessoa se candidatasse ao Legislativo simultaneamente por mais de uma região.

De acordo com o jornal do episcopado, "a histórica derrota dos majoritários" não significa a vitória de ninguém, mas indica deveres sobre os quais, "por sorte parece que existe certa consciência".

O Avvenire também comentou o resultado do segundo turno das eleições administrativas, que foram realizadas simultaneamente ao referendo. Há duas semanas, os italianos haviam votado para o Legislativo e Executivo de províncias e municípios do país, e ontem foi concluído o segundo turno desses pleitos.

Para o jornal, o resultado eleitoral "completa de modo mais plausível o cenário que foi indicado há 15 dias", com "a centro-direita [partido governista, Povo da Liberdade] vencendo sem arrasar os adversários, e sentindo o peso das nuvens que rodeiam o chefe de governo".

A publicação se referia assim, entre outros episódios, às investigações da Justiça da cidade de Bari sobre um jovem empresário que supostamente agenciava a prostituição de mulheres que participaram de festas em mansões de Berlusconi.

No segundo turno, a oposição "conquistou uma votação que poderia ser mais modesta, porém que pode ser considerada satisfatória somente por quem esperava o naufrágio", avalia a publicação.

Nas vésperas das eleições administrativas, o partido governista havia profetizado que a oposição iria desaparecer.

ANSA