quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Imigrantes moram em guindaste há 12 dias em protesto pelo direito de permanecer na Itália.

 
Um grupo de imigrantes está há 12 dias vivendo no alto de um guindaste de construção civil na cidade de Brescia, na Itália, em protesto pelo direito de permanecer no país.

"Lutar duro e sem medo -- estamos todos no guindaste", diz um cartaz exposto pelos imigrantes, instalados a 35 metros de altura, desde 30 de outubro. Desde o alto do guindaste, eles gritam e usam um megafone para expressar seus pedidos.


Vista geral da região onde fica o guindaste, em Brescia, na Itália. Grupo exige documentos para que possam trabalhar legalmente no país


Nesta quarta-feira, um dos imigrantes, oriundo da Índia, desistiu da manifestação e se entregou aos policiais. No entanto, os outros cinco que permanecem no alto, originários de Paquistão, Egito e Senegal, se recusam a atender os pedidos dos bombeiros e se opõem à instalação de redes de proteção.



Um dos imigrantes acampado no alto de um guindaste se manifesta, com uma corda amarrada ao pescoço

Segundo informa o "Giornale di Brescia", o grupo chegou a lançar objetos contra agentes públicos que se aproximaram, temendo que fossem forçados a abandonar o local.
Polêmica

O grupo exige vistos de residência e pedem uma reunião com o ministro do Interior, Roberto Maroni, em um gesto que divide a opinião pública italiana.

O prefeito de Brescia, Adriano Paroli, do partido centro-direitista Povo da Liberdade, disse que o protesto não os ajudará a conseguir o visto. Muitos conservadores, inclusive ligados ao governo, vinculam a imigração à criminalidade, um dos argumentos utilizados na aprovação de uma lei recente que criminaliza a imigração clandestina.

Já o Partido Democrático, de oposição, pediu ao governo que aceite dialogar com os imigrantes. De acordo com os manifestantes, a nova legislação inviabilizou a obtenção do visto de residentes, embora eles trabalhem há anos no país.

Para o político de esquerda Nichi Vendola, a questão deve ser encarada em sua complexidade. "Enquanto os imigrantes são usados como mão de obra barata [...] eles são convenientes. Mas quando pedem que seus direitos sejam reconhecidos, são vistos como sujeitos perigosos, que devem ser mantidos à distância", afirmou Vendola, segundo a agência Reuters.

*Com agências de notícias e "Giornale di Brescia"

sábado, 6 de novembro de 2010

Nova denúncia de escândalo envolvendo Berlusconi: dignidade italiana em risco?

Como é usual, o primeiro-ministro italiano fez pouco caso do assunto. Na semana passada, quando o tema explodiu na imprensa, classificou as denúncias sobre escândalos relacionados à sua vida privada como lixo. Depois, arrematou dizendo amar a vida e as mulheres. De qualquer forma, desta vez vozes poderosas do setor privado se uniram aos protestos dos políticos de oposição alertando para o fato de a dignidade da Itália estar sendo colocada em risco perante a opinião pública mundial, justamente em um período de crise econômica.

A presidente da Confindustria, Emma Marcegaglia, fez um forte pronunciamento, quase em tom de desabafo, dizendo que a Itália está tomada por uma paralisia. Na sua opinião, para manter as posições competitivas que o país tem, ele não deve perder o senso de si. Para ela, se a cada dia o debate político é dominado por questões que nada tem a ver com uma agenda séria, nos ficamos enraivecidos e indignados.

Os políticos de oposição, como o líder do Partido Democrático, Pier Luigi Bersani, foi enfático: Berlusconi deve renunciar, porque simplesmente traiu a investidura pública. O presidente da Câmara, Gianfranco Fini, deu razão a Emma Marcegaglia, que criticou o não andamento das reformas no parlamento.

Afinal, qual é a razão de tanta polêmica? Pois desta vez a denúncia envolve uma menor, uma jovem marroquina de 17 anos, dançarina, que teria participado dos festins promovidos pelo primeiro-ministro. Até aí, afora o fato de ser menor, nada muito diferente dos escândalos anteriores.

Mas há um agravante. A jovem , conhecida por Ruby, que tem um perfil no facebook, teria sido presa em maio passado por roubo. Berlusconi teria, conforme as denúncias, ricas em detalhes, divulgadas tanto no jornal La Reppublica quando no Corriere Della Sera, intervido para libertar a jovem, inclusive argumentado que ela era parente do presidente do Egito. Uma assessoria do premier teria ido apanhar a marroquina na polícia. Ou seja, a denúncia envolve abuso de poder.

De Berlusconi aos seus principais aliados e integrantes do Governo, é uníssona a versão de que nada disso ocorreu. O premier nega relacionamento com a jovem, o ministro do Interior, Roberto Maroni, que responde pelos órgãos policiais, afirma que a Questura de Milão, onde a prisão da jovem ocorreu, agiu dentro das regras e das normas.

ANSA


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Agora é oficial: quem maltratar animal na Itália pode pegar dois anos de cadeia.


Sexta-feira - 29/10/2010

Agora é oficial. Com a ratificação, na Câmara dos Deputados, da Convenção da União Europeia sobre o tema, quem matar ou maltratar um animal na Itália estará sujeito, no primeiro caso, a ficar na cadeia de quatro meses a dois anos, ou, no segundo, de três a 18 meses, além de ter de pagar uma multa que vai de 5 mil a 30 mil euros.

O texto também define sanções para quem praticar tráfico ilícito de animais de companhia, com o autor ficando sujeito a pesadas multas e ainda à detenção. A pena aumenta se o animal tiver menos de oito semanas e for originário de zonas sob restrição pela polícia veterinária.

A aprovação deixou o ministro do Exterior, Franco Frattini, exultante, já que era um defensor da ampliação das sanções aos que castigam animais. Já a presidente do Enpa – Ente Nazional Protezioni Animali, Carla Rocchi, disse estar convencida de que a nova legislação vai se constituir em uma medida eficaz, potencializando os instrumentos repressivos das forças da ordem e das autoridades judiciárias contra esse tipo de crime.

Mas a presidente da entidade ainda espera que, em nível normativo, seja estabelecida punição para quem cortar a cauda ou a orelha dos animais por finalidade não terapêutica.

Oriundi

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cidade italiana proíbe saia curta e roupa decotada.


O governo da cidade italiana de Castellammare di Sabbia aprovou na noite de segunda-feira (25) um conjunto de novas normas policiais que prevê multa para uso de roupa "indecente", entre outros comportamentos considerados ofensivos "à decência e à moral", de acordo com a imprensa italiana.

A nova lei, proposta pelo governo conservador do prefeito Luigi Bobbio, foi aprovada no Conselho Municipal por 17 votos a favor e 9 contra. A medida causou polêmica na pequena cidade, que é localizada próximo a Nápoles, na região central do país, e é banhada pelo mar Mediterrâneo.

As 41 normas do regulamento policial indicam que é crime jogar bola na rua, xingar ou proferir frases ofensivas em lugares públicos, permanecer em local público com torso nu, tomar sol com trajes de banho nas praças e parques ou sair às ruas com saias curtas ou decotes exagerados, entre outros crimes. As multas vão de 25 a 500 euros (cerca de R$ 60 a R$ 1.200).

  A lei colocou a cidade em destaque em vários portais de notícia nos últimos dias, entre os quais o site da rede britânica BBC, o que motivou um dos comentários do prefeito.
"É bom e me orgulho de que, desde que sou prefeito, a cidade deixou de aparecer nos jornais com casos de crime, como o assassinato de um conselheiro há dois anos e os casos de infiltração da [máfia] Camorra. O fato de que Castellammare esteja no site da BBC por causa da minha proposta de vetar as roupas extremamente curtas é uma coisa normal. Estamos indo na direção certa", comentou Bobbio.*Com informações de "Il Gazzettino Vesuvio", "Il Mattino" e "La Repubblica"

Itália tem cerca de 5 milhões de imigrantes regulares.


ROMA, 26 OUT

O relatório anual sobre a imigração da Caritas Italiana e da Fundação Migrantes, divulgado hoje, mostra que em 20 anos os imigrantes regulares na Itália aumentaram 20 vezes, eram meio milhão em 1990 e chegam a quase 5 milhões em 2010 (7% dos residentes).

Segundo o documento, junto com o número de imigrantes também "aumentaram as reações negativas, o afastamento e o medo" dos italianos em relação a estes, problema gerado entre outros motivos pela questão da crise econômica.

O relatório mostra que nos últimos dez anos o aumento de imigrantes residentes foi de cerca 3 milhões enquanto que no ultimo biênio de quase um milhão.

A comunidade mais numerosa é de romenos com 21%, seguidos pelos albaneses com 11% e em terceiro está a marroquina com 10,2%.

Na região da Lombardia, norte da Itália vivem 23,2% dos imigrantes (982.225), no Lazio, região central do país, vivem 11,8% (497.940). Em terceiro lugar está a região do Veneto, também no norte, com 11,3% (480.616) seguida pela Emilia Romagna com 10,9% (461.321).

Outro dado importante que aparece na pesquisa é que 13% dos residentes estrangeiros na Itália são de segunda geração, crianças e jovens nascidos no país europeu. Os matriculados nas escolas são 7,5% (673.592).

Em 2009, foram registrados 6.587 menores não acompanhados, dos quais 533 solicitaram asilo, na sua maioria do sexo masculino (90%) com idade entre os 15 e 17 anos (88%), para estes "nem sempre, quando completam 18 anos, as condições atuais (3 anos de permanência e 2 de curso de formação) garantem a permissão de permanência", destaca o documento.

ANSA

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Novo cardeal agradece confiança.


BRASÍLIA, 21 OUT (ANSA) - O arcebispo brasileiro Raymundo Damasceno Assis, que ontem foi nomeado cardeal, agradeceu a "confiança depositada nele" pelo papa Bento XVI e disse que assumirá suas novas funções com "humildade".

"Agora estou à disposição do Santo Padre para ajudá-lo e para colaborar no que for necessário", disse Damasceno Assis, como publicado hoje (21) pelo jornal Correio Braziliense.

O sacerdote, de 73 anos, disse que por enquanto continuará a servir como "arcebispo de Aparecida - cidade onde está a Basílica Nacional - e estarei à frente do Conselho Episcopal Latino-Americano até maio, quando termina nossa Presidência".

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu a notícia da nomeação "com alegria".

"Dom Raymundo Damasceno, foi duas vezes presidente da CNBB", comentou Geraldo Martins, porta-voz da entidade, em diálogo com a ANSA.

  Além disso, o Papa nomeou Dirceu Vigini como novo bispo de Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina; e Pedro Brito Guimarães, como bispo de Palmas, capital do estado do Tocantins, na região amazônica.

ANSA
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

'Ndrangheta: mulher é derretida em ácido.


ROMA, 18 OUT (ANSA) - A polícia italiana prendeu na noite de ontem, seis pessoas acusadas pela morte da colaboradora da justiça, Lea Garofalo, desaparecida em Milão desde 24 de novembro do ano passado, e que foi morta e dissolvida em ácido por ter feito confissões contra integrantes da máfia calabresa 'Ndrangheta.

As ordens de prisão foram emitidas pelo procurador adjunto de Milão Alberto Nobili e pelos juizes Marcello Tatangelo e Letizia Mannella.

As prisões foram realizadas nas regiões da Lombardia, Calábria e Molise.

A mulher de 35 anos, começou a colaborar com a justiça em 2002 e a partir de 2006 passou a fazer parte do programa de proteção às testemunhas.

Segundo confissões de ex-integrantes da máfia calabresa que estão presos, a mulher teria sido seqüestrada pelo próprio companheiro Carlo Cosco, integrante da 'Nadrangheta, e morta por colaboradores do homem, em um terreno perto de Monza entre os dias 24 e 25 de novembro de 2009.

Carlo Cosco e Massimo Sabatino receberam a notificação judicial na prisão onde estão desde fevereiro deste ano, por tentativa de seqüestro, na cidade de Campobasso, quando tentaram pegar a Garofalo pela primeira vez em maio do ano passado.

Os outros quatro acusados são os irmãos de Cosco, Giuseppe apelidado de Smith e Vito também chamado de Sergio, e outras duas pessoas, uma das quais acusadas de destruição de cadáver.

 Segundo a investigação da polícia, Cosco teria organizado a ação contra a mulher quando ela estava em Milão com a filha do casal. Com a desculpa de querer ver a garota, o homem conseguiu atrair a mulher para a cidade do norte da Itália e a seqüestrou.

Antes de matá-la os homens a teriam torturado e interrogado para descobrirem quais as informações que a mulher teria revelado a polícia.

ANSA