segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

QUEDA DE EDIFÍCIO DEIXA 3 MORTOS E 4 FERIDOS NA ITÁLIA.


Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas após a queda, neste domingo (11/01), de parte de um edifício residencial na localidade italiana de Bari (sul), episódio que aconteceu após uma forte explosão, informou a imprensa local.

Entre os corpos encontrados sem vida nos escombros do edifício está o de uma idosa, confirmou a Polícia.

Outras quatro pessoas, duas mulheres e dois homens, foram, no entanto, resgatadas com vida e imediatamente transferidas para hospitais próximos.

A explosão, que segundo as primeiras hipóteses dos bombeiros foi produto de um vazamento de gás, foi registrada pouco depois das 9h30 (horário de Brasília) no bairro de San Girolamo.

Os bombeiros da localidade italiana buscam entre os escombros algum outro morador que estivesse em alguns dos apartamentos deste edifício de três andares, em cujo térreo havia uma barbearia fechada por ser domingo.

Fonte: Agência EFE

BERLUSCONI DIZ QUE LUFTHANSA ESTÁ FORA DA DISPUTA PELA ALITALIA.


A janela de oportunidade para que a Lufthansa fizesse uma oferta pela Alitalia chegou ao fim, afirmou neste domingo (11/01) o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, confirmando a aliança entre a empresa italiana e a Air France-KLM. A Alitalia deve aprovar a venda de 25 por cento de participação para a Air France-KLM na segunda-feira, mas Berlusconi vinha dizendo, ate agora, que a Lufthansa ainda poderia fazer uma oferta. A empresa alemã ainda não se retirou oficialmente das negociações.

Mas faltando apenas um dia para o anuncio da aliança com a companhia francesa, Berlusconi disse que o tempo da Lufthansa chegou ao fim.

"Eu não acredito que haja mais tempo para a Lufthansa entrar nas negociações entre a Alitalia e a Air France-KLM", disse Berlusconi durante encontro de seu partido político, informou a mídia italiana.

Fonte: Reuters

sábado, 10 de janeiro de 2009

EUA negaram ajuda a Israel para bombardear alvos no Irã, diz "New York Times".


O presidente George W. Bush rejeitou no ano passado um pedido secreto feito por Israel para que o governo dos Estados Unidos proporcionasse bombas anti-bunker para um ataque ao complexo nuclear iraniano de Natanz, segundo publica neste sábado o jornal nova-iorquino "The New York Times".

O diário, que cita fontes oficiais americanas em condição de anonimato, informa que a administração Bush recebeu a solicitação de Israel para voar sobre o Iraque e chegar ao Irã até o complexo nuclear em Natanz, a cerca de 230 km da capital Teerã.

No entanto, segundo as mesmas fontes, Bush negou a ajuda a Israel, argumentando que seu governo tinha aprovado um plano para sabotar os supostos esforços iranianos de desenvolver armas nucleares.

Os EUA conseguiram que Israel mudasse de ideia, pelo menos temporariamente, mas em troca a administração Bush intensificou a troca de informação com os serviços secretos israelenses, aos quais mostrou os pormenores de seu plano para sabotar de forma secreta a infra-estrutura nuclear iraniana.

O que os funcionários não conseguiram averiguar foi se Israel tinha pensado realmente em fazer o ataque ou a intenção do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, tenha sido forçar a Casa Branca a tomar medidas mais firmes contra o Irã, antes que Bush deixasse o cargo.

As fontes disseram ao "New York Times" que, embora Bush tenha informado sobre as possibilidades para realizar um ataque às instalações iranianas, o presidente americano nunca deu ordem ao Pentágono para que preparasse um plano de contingência, ao contrário do que falam alguns de seus opositores.

Segundo a informação obtida pelo jornal, responsáveis da administração, liderados pelo secretário de Defesa, Robert Gates, convenceram Bush de que qualquer ataque ao Irã não seria efetivo, acabaria com a missão internacional de inspetores nucleares e somente serviria para impulsionar o programa nuclear iraniano.

Além disso, também consideraram que uma ação armada no Irã traria mais uma guerra aberta no Oriente Médio, na qual se veriam envolvidos os 140 mil soldados americanos desdobrados no Iraque.

Os EUA são um dos principais países promotores das sanções ao Irã por causa do programa de desenvolvimento nuclear que o país desenvolve, desatendendo os pedidos da comunidade internacional.

da Efe, em Washington

Hamas divulga condições para acordo; Israel diz que grupo perde força.


O líder do Hamas Khaled Mashaal --que vive na capital síria, Damasco-- afirmou que a ação militar israelense na faixa de Gaza acabou com a possibilidade de negociações e conclamou aos árabes que pressionem o Estado de Israel a terminar com os ataques na faixa de Gaza.

O discurso de Mashaal foi transmitido pela rede de TV Al Jazira. Os ataques israelenses na faixa de Gaza deixaram um saldo de mais de 800 mortos até o momento e geraram uma onda de protestos. Mashaal afirmou que a ação militar é falha porque o Hamas ainda lança foguetes contra Israel.

Ataque israelense acontece na faixa de Gaza neste sábado; tanques de Israel também avançaram na região palestina hoje
Ataque israelense acontece na faixa de Gaza neste sábado; tanques de Israel também avançaram na região palestina hoje


As declarações do membro da organização palestina ocorreram após a reunião do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, com o governante do Egito, o ditador Hosni Mubarak.

Mashaal enviou um recado aos países de maioria árabe e disse para que usem suas relações com Israel para o fim dos ataques. Caso contrário, o líder do Hamas ameaçou cortar relações com tais países.

04.jan.2008/Youseef Badawi/Efe
Khaled Mashaal afirmou que Israel falhou em objetivos militares na região da faixa de Gaza
Khaled Mashaal afirmou que Israel falhou em objetivos militares na região da faixa de Gaza


Ele também insistiu que o Hamas seja incluído, ao lado dos egípcios e dos países europeus, em qualquer sistema de monitoramento na fronteira com Rafah. Um acordo de 2005 que tratava de tal questão não incluiu o grupo radical.

O líder do Hamas ainda colocou condições para uma possível negociações que Israel interrompa os ataques, saia da faixa de Gaza e termine com o bloqueio à região.

"Vocês terminaram com a última chance para acordos e negociações", afirmou o líder da organização palestina, segundo a agência Associated Press.

"Nós estamos vivendo os mais duros momentos da resistência agora, nós queremos outra intifada (levante palestino) na Palestina", disse ainda Mashaal, de acordo com a mesma fonte.

Mashaal também afirmou que o Exército de Israel não atingiu nenhum objetivo militar em Gaza, segundo a agência France Presse.

"Posso dizer com total confiança que, no plano militar, o inimigo fracassou completamente, não alcançou nenhum de seus objetivos", afirmou Mashaal, segundo a France Presse.

Rejeição a observadores internacionais

Em um comunicado assinado pelo Hamas e pelo grupo Jihad Islâmica, as duas organizações palestinas rejeitaram neste sábado a presença de observadores internacionais na faixa de Gaza.

Luca Bruno/AP
Manifestantes seguram uma bandeira palestina diante da famosa catedral gótica da cidade de Milão; veja imagens de protestos
Manifestantes seguram uma bandeira palestina diante da famosa catedral gótica da cidade de Milão; veja imagens de protestos


No comunicado, os grupos, que assinaram como Aliança de Forças Palestinas, criticam a resolução 1860, aprovado na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Também assinam o documento a Frente Democrática para a Libertação da Palestina e a Frente Popular para a Liberação da Palestina, entre outros grupos.

"Após uma reunião ocorrida na capital síria, os líderes destes grupos mostraram sua rejeição a qualquer acordo de segurança que danifique a resistência, seu papel e seu direito à legítima luta contra a ocupação", informa o texto.

O documento também convoca os dirigentes de países de maioria árabe a realizar uma reunião de emergência e "assumir sua responsabilidade história sobre a guerra de extermínio", informa o documento.

A proposta egípcia sugere uma trégua por um período limitado e a abertura de postos fronteiriços, além de uma reunião urgente entre ambas as partes.

Esgotamento

Um comandante militar israelense disse neste sábado que os militantes do grupo radical islâmico do Hamas começaram a dar sinais de esgotamento na ofensiva israelense na faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo jornal "Hareetz".

"Amir Mansi foi identificado pelas tropas israelenses como sendo um dos líderes militares do Hamas. Os soldados abriram fogo, mataram Mansi e feriram dois combatentes do Hamas que estavam com ele", informa o jornal.

O Exérciro de Israel matou mais de 550 combatentes palestinos em seus ataques aéreos e terrestres contra a faixa de Gaza, segundo um alto oficial israelense, de acordo com a France Presse.

"Pelo menos 250 combatentes morreram em uma semana de bombardeios aéreos, após 27 de dezembro", afirmou o oficial, durante uma entrevista à agência de notícias.

Segundo o oficial, outros 300 combatentes foram mortos na fase terrestre da operação "Chumbo Grosso", lançada no dia 3 de janeiro.

Com Associated Press, France Presse, Reuters, Efe e "Haaretz"

MINISTRO ITALIANO ESPERA FIM DA 'EMERGÊNCIA MIGRATÓRIA'.


O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, disse esperar que em 2009 não se repita a "emergência dos desembarques de clandestinos em Lampedusa", pequena ilha no extremo sul do país, que em 2008 registrou recorde de chegadas de imigrantes ilegais.

O comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) apontou que mais de 67 mil imigrantes ilegais chegaram à Europa por vias marítimas em 2008, dos quais 36 mil desembarcaram na Itália, em sua maioria procedentes da Líbia.

De acordo com o Ministério do Interior italiano, o desembarque de imigrantes clandestinos durante o ano passado foi quase 75% maior do que o registrado em 2007.

Para reverter essa tendência, Maroni anunciou em dezembro o início do processo de repatriação direta desde Lampedusa. Além disso, em fevereiro deverá entrar em vigor um acordo, segundo o qual a Líbia se compromete a patrulhar sua própria costa.

"Desse modo, terminará o fenômeno dos desembarques antes da temporada turística e Lampedusa voltará a ser conhecida como uma das ilhas mais belas do Mediterrâneo, não como uma porta de entrada para clandestinos na Europa", completou o ministro.

As estatísticas oficiais italianas mostram que 9 em cada 10 desembarques ilegais na Itália aconteceram na ilha de Lampedusa.

O relatório da Acnur destaca que cerca de 75% das pessoas que chegaram à Itália pelo mar pediram asilo e a 50% destas foi reconhecido o status de refugiado ou o direito a outro tipo de proteção.

O documento foi produzido para a reunião entre ministros do Interior de Chipre, Grécia, Itália e Malta, agendada para acontecer em Roma em 13 de janeiro, com objetivo de discutir a questão das chegadas de embarcações clandestinas no continente.

Fonte: ANSA

AIR FRANCE-KLM FAZ PROPOSTA PARA TER 25% DA ALITALIA.


A direção da companhia aérea franco-holandesa Air France-KLM decidiu nesta sexta-feira (09/01) oferecer 300 milhões de euros por 25% das ações da Alitalia, segundo fontes próximas à operação.

A proposta será discutida na segunda-feira pela nova diretoria da Alitalia, formada por empresários italianos que compraram as cotas rentáveis da antiga empresa por meio do consórcio Companhia Aérea Italiana (CAI). A nova Alitalia começará a operar na próxima terça-feira, com a chegada a Roma do primeiro voo da companhia, que partirá de Londres.

Caso concretize a compra de 25% das ações, a Air France-KLM passará a ser a principal acionista da Alitalia, mas ficará impedida durante cinco anos de adquirir o restante dos papéis da companhia, devido a uma cláusula contida no estatuto da CAI.

Antes das eleições gerais de abril, quando a Itália era governada pelo ex-premier Romano Prodi, o atual primeiro-ministro, Silvio Berlusconi (então líder da oposição), opôs-se a uma oferta anterior da Air France-KLM, considerada muito mais vantajosa que a atual.

Agora, a empresa franco-holandesa enfrenta a concorrência da alemã Lufthansa, que confirmou nesta sexta-feira que continua conversando com a Alitalia sobre uma possível participação em seu capital.

"Nossa posição não mudou, consideramos que o mercado italiano é muito importante", declarou a porta-voz da Lufthansa, Cláudia Lange. Um outro porta-voz da companhia alemã havia confirmado ontem que a companhia nunca apresentou uma oferta à Alitalia, mas destacou que "isso não significa que não o faça no futuro".

As duas companhias concorrentes divergem quanto ao aeroporto que poderá abrigar o centro de conexões da Alitalia. A Air France-KLM prefere Fiumicino, em Roma, e a Lufthansa pretende usar o aeroporto do Malpensa, em Milão.

A Liga Norte, partido ultraconservador que compõe a base governista, já disse preferir um acordo com a Lufthansa. A oposição, por sua vez, critica qualquer possível negociação com sócios estrangeiros, alegando que o caráter nacional da empresa foi mantido a um alto preço, e que agora pode ser comprometido.

Fonte: ANSA

PARTIDO PROPÕE TAXA PARA PERMISSÃO DE RESIDÊNCIA DE ESTRANGEIROS NA ITÁLIA.


O partido político italiano Liga Norte propôs a inclusão de uma emenda no pacote de medidas anticrise do Governo de Silvio Berlusconi que permita a cobrança de 50 euros dos cidadãos não-comunitários pela emissão e renovação das permissões de residência.

"A partir de 2009 poderá ser adotado um imposto de concessão governativa, no valor de 50 euros, para a emissão das permissões de residência aos cidadãos estrangeiros e para a renovação dos mesmos", diz uma das emendas propostas pela Liga Norte ao pacote de medidas anticrise do Executivo, levado hoje ao Parlamento italiano.

O partido conservador pretende que o dinheiro que for arrecadado com estas permissões de residência, que não são necessários para os cidadãos da União Européia (UE), seja distribuído às Prefeituras onde os imigrantes moram.

Esta proposta já teve reações políticas contrárias, como a do opositor Partido Democrático (PD), que a tachou de "discriminatória", ou a do presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, que pede reflexão sobre as medidas propostas.

A proposta foi feita depois que a ilha italiana de Lampedusa, ao sul da Sicília, enfrentou no último Natal um autêntico "ataque" de barcos com mais de mil imigrantes ilegais, o que devolveu à primeira página da atualidade política do país o assunto da imigração ilegal.

De fato, o ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, se encontrará na próxima terça-feira em Roma com seus colegas grego, cipriota e maltês para abordar o fenômeno da imigração ilegal no Mediterrâneo.

Fonte: Agência EFE