sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MINISTRA DA ITÁLIA VEM A MS NEGOCIAR COMPRA DE CARNE.

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse na manhã desta sexta-feira, 06, durante evento no Jardim Itamaracá, que a ministra italiana da Saúde, Francesca Martini, virá para o Estado, para tratar do aumento da cota de carne bovina vendida à Itália.

A imprensa nacional divulgou que a ministra cancelou a visita ao Brasil por conta do atrito diplomático gerado com a decisão do governo brasileiro de conceder status de refugiado político ao ex-ativista Cesare Battisti.

Puccinelli recebeu uma ligação do embaixador da Itália no Brasil e foi informado de que a visita, antes prevista para o dia 9, não foi cancelada e sim suspensa, mas que vai ocorrer. A missão italiana, capitaneada pela ministra, visitará também Brasília e o estado de Santa Catarina.

Puccinelli afirmou que se a cota de importação da Itália for aumentada, Mato Grosso do Sul pleiteia da 20% a 40% dessa diferença. Caso isso se concretize, seriam formadas duas join ventures, entre o grupo Bertin, outro italiano e o Friboi, para atender à demanda. Só o Bertin, citou Puccinelli, aumentaria os abates de 1,8 mil animais ao dia a 2,8 mil e geraria mais mil empregos.

Fonte: Campo Gande News

GOVERNO APROVA DECRETO CONTRA MORTE DE ELUANA.


O governo italiano aprovou nesta sexta-feira (06/02) o decreto "de urgência" que proíbe a suspensão da alimentação artificial de Eluana Englaro, italiana que está em coma irreversível há 17 anos e cuja família obteve autorização judicial para suspender sua alimentação e hidratação artificial.

Mesmo com a contrariedade do presidente Giorgio Napolitano, o Conselho de Ministros decidiu por aprovar o decreto.

A medida prevê que "a alimentação e a hidratação, enquanto formas de apoio vital, fisiologicamente com o intuito de aliviar os sofrimentos, não podem em nenhum caso serem negadas por sujeitos interessados ou suspensas por quem assiste a sujeitos que não estão em condições de prover por si próprios".

Pouco antes, Napolitano havia emitido uma carta ao premier Silvio Berlusconi se declarando contra a aprovação da medida.

Segundo fontes governistas, o chefe de Estado italiano pediu, no texto, um pronunciamento rápido do Parlamento sobre o "testamento biológico", que é tramitada nessa instância e que, se aprovada, instituirá que a alimentação e a hidratação são formas de sustento vital.

O Executivo havia suspendido a sessão para esperar a carta do presidente. Assim que recebeu o texto, voltou a se reunir para decidir que uma posição, mas não acatou ao pedido do chefe de Estado.

Também hoje a imprensa italiana publicou a notícia de que Berlusconi estaria discutindo com o Vaticano a questão, porém, a informação foi logo desmentida pelo porta-voz da Santa Sé, cardeal Federico Lombardi.

"Desmentimos categoricamente o que foi publicado" sobre "uma suposta conversa entre [o secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio] Bertone e Berlusconi. A notícia é infundada", afirmou em comunicado.

Eluana, em estado vegetativo desde que sofreu um acidente de trânsito,
foi transferida esta semana a uma clínica de Udine, nordeste da Itália, onde sua alimentação e hidratação seriam reduzidas progressivamente.(ANSA)

Fonte: ANSA.it

PALAVRA "PIZZA" REPRESENTA A ITÁLIA NA UNIÃO EUROPÉIA, DIZ PESQUISA.

PALAVRA "PIZZA" REPRESENTA A ITÁLIA NA UNIÃO EUROPÉIA, DIZ PESQUISA

Internet

Com 8%, "pizza" é a palavra italiana mais importante e usada nos países da União Europeia (UE), seguida por um empate entre "spaghetti" e "espresso", ambas com 7%, segundo um estudo publicado pela Sociedade Dante Alighieri, entidade responsável pela difusão da cultura da Itália pelo mundo.

A imprensa italiana destaca que o triunfo destes três vocábulos e seu uso em todas as línguas da UE se traduz como o gosto dos europeus pela cozinha italiana, que os italianos consideram a mais excelente e variada da Europa.

Claro, a popularidade da palavra é uma prova de que souberam exportar como ninguém sua gastronomia a todo o mundo. O rótulo "Made in Italy" em qualquer produto é na Itália equivalente a excelência e a qualidade e a pizza também não escapa à prova de autenticidade. Os romanos a preferem com fina massa e os napolitanos, seus inventores -segundo dizem-, mais grossa.

Discussões por discussões, reza a lenda que a pizza margherita foi inventada no fim do século XIX por um pizzaiolo napolitano que a batizou assim em homenagem à rainha Margherita de Sabóia, pelo que não é difícil deparar-se em trattorias e pizzarias com o conseguinte cartaz: "a verdadeira pizza napolitana".

E a "verdadeira margherita" é assada em forno de lenha e elaborada à base de azeite de oliva virgem e mussarela, além da massa - farinha, água e sal - trabalhada exclusivamente à mão. Nada de rolo.

Há poucas variações na maioria dos países, com destaque para França e Bélgica, onde o segundo lugar foi para a expressão "la dolce vita" (a doce vida), uma forma de entender a vida "Made in Italy", que não fica alheia aos sonhos e práticas dos italianos poderosos.

Além disso, é imortalizada no filme homônimo de Federico Fellini protagonizado por Anita Ekberg e Marcello Mastroiani, com a Fonte de Trevi como um fundo excepcional na lembrança. O "spaghetti" varia, em geral, entre o segundo e terceiro lugares, caso os países europeus se encantem mais ou menos pelos excelentes cafés italianos.

A aceitação da massa italiana na Europa, personificada neste caso no "spaguetti", é outro dos triunfos do talento italiano em vender seus produtos. Alguns atribuem sua origem a Marco Polo, que aparentemente a trouxe do Extremo Oriente no século XIII, embora outros reivindiquem sua autoria para os primeiros habitantes da Itália, os etruscos.

A massa é tão arraigada nos italianos quanto a "mamma"; eles não podem viver sem ela, a comem com prazer todos os dias em todas suas formas -existem pelo menos 600 variedades -, molhos e condimentos e, quando viajam, retornam com uma verdadeira síndrome de abstinência.

Também não há força de vontade que negue um "espresso" fervendo, que queima paladares com um só gole a qualquer hora do dia, além de agilizar conversas e pensamentos. Um derivado mais "piedoso" que o anterior, o capuccino vai abrindo passagem na pesquisa como outro das palavras-produto favoritas nos países da UE.

A hegemonia da gastronomia italiana na pesquisa da Sociedade Dante Alighieri fica para discussões de sociólogos e gastrônomos, mas também há exceções, algumas muito virtuosas. Afastada da paixão pela comida, a Letônia concede os cinco primeiros postos a palavras que descobrem a elevada formação dos letões: "soneto" e "virtuoso" (10%); "chiaroscuro", "quinteto" e "violino" (7%).

Na ex-comunista Bulgária, surpreendentemente triunfa "banco" com 7%, enquanto Chipre é o único país que honra o centenário do nascimento do "futurismo" com 6%, os mesmos pontos que "la dolce vita" e "espresso".

Muitas palavras foram ditas à Dante Alighieri, mas há uma expressão muito querida e vislumbrada dentro e fora da península itálica da qual não se deu conta a ilustre sociedade: "il dolce far niente" ("é doce não fazer nada").

Fonte: Agência EFE

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PRESIDENTE ITALIANO APELA PELO FIM DA VIOLÊNCIA E DA XENOFOBIA.

02/02/2009

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, comentou os crimes que estão ocorrendo na Itália, fazendo uma referência indireta ao caso do imigrante indiano que foi espancado e teve o corpo queimado em Roma no final de semana.

"Estamos nos confrontando com terríveis incidentes que agora não serão mais considerados fatos isolados, mas sim, sintomas alarmantes de tendências que infelizmente estão crescendo", declarou Napolitano através de um comunicado.

Na madrugada do último domingo, um imigrante indiano de 35 anos foi agredido e teve o corpo queimado em uma estação de trens da localidade de Nettuno, próximo à capital italiana. Três jovens italianos foram identificados como agressores e afirmaram que estavam apenas "se divertindo". Um deles tinha 16 anos.

No texto, o presidente italiano fez um "forte apelo a todos aqueles que têm responsabilidades institucionais, culturais e educativas, para se manifestarem pelo fim da xenofobia, do racismo e da violência".

Também hoje, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que o caso do indiano "é um caso horrível" e disse crer que os responsáveis pelo crime serão punidos severamente.

O chanceler também comentou as propostas do partido de extrema-direita Liga Norte sobre as questões de imigração, dizendo acreditar que "todos estão convencidos de que o que estamos fazendo é aplicar um pacto europeu sobre imigração, que é muito claro e preciso nas questões de clandestinidade".

"É necessário distinguir corretamente entre os que não respeitam a lei, que são expulsos e repatriados, e aqueles que por sua vez a respeitam, que são integrados", afirmou Frattini, ressaltando que "há episódios absolutamente intoleráveis, mas também é preciso ver os tantos casos virtuosos de imigrantes que trabalham e respeitam a lei". (ANSA)

Fonte: ANSA.it

ITALIANO DESAFIA GOVERNO PARA REALIZAR EUTANÁSIA NA FILHA.


03/02/2009

O pai de uma italiana em coma há 17 anos desafiou nesta terça-feira (03/02) o governo direitista do país e o Vaticano ao transferi-la para uma clínica particular, onde um tubo de alimentação que a mantém viva será retirado.

Eluana Englaro, 38 anos, está em estado vegetativo desde que sofreu um acidente de carro em 1992. Em 2008, o principal tribunal do país decidiu-se em favor da eutanásia, mas a decisão foi contestada por políticos e religiosos e dividiu a opinião pública.

Na madrugada de terça-feira, a mulher foi levada de ambulância para uma clínica de Udine (norte), a única na Itália que aceitou desligar o aparelho que a alimenta e hidrata.

Ativistas contrários à eutanásia, levando pão e água ¿ que se tornaram símbolos do protesto ¿, tentaram impedir a partida da ambulância.

"Em poucos dias a Itália executará sua primeira sentença de morte desde 1948", disse Alfredo Mantovano, subsecretário do Ministério do Interior. O governo diz que a retirada do tubo é uma forma de eutanásia, prática ilegal no país.

O cardeal Javier Lozano Barragan, espécie de ministro da Saúde do Vaticano, disse ao jornal romano La Repubblica que "retirar água e comida dela significa uma só coisa: matá-la deliberadamente".

Mas Beppino Englaro, pai de Eluana, tenta há mais de dez anos que a Justiça a autorize a morrer. Em novembro, recebeu uma sentença favorável do principal tribunal italiano, confirmando sentença de uma instância inferior - inédita neste país católico.

A sentença inicial, de um tribunal de Milão, dizia que estava provado que o coma de Englaro é irreversível, e que antes de sofrer o acidente ela havia manifestado a preferência por morrer a ser mantida artificialmente viva.

"Sinto que agora posso libertar a criatura mais esplêndida que já conheci", disse Beppino Englaro, que raramente fala em público, após a sentença.

Mas Maurizio Sacconi, ministro da Saúde do governo direitista de Silvio Berlusconi, baixou uma portaria proibindo todos os hospitais públicos e privados de retirarem a alimentação de pacientes comatosos.

Críticos dizem que a medida não tem valor legal, pois o Executivo não pode se sobrepor às decisões judiciais. Mesmo assim, várias clínicas procuradas por Beppino Englaro rejeitaram a paciente, alegando o risco de retaliações do governo.

Eluana tem sido muito comparada à norte-americana Terri Schiavo, que morreu em circunstâncias semelhantes, em 2005, após passar 15 anos em coma. No caso dela, também houve uma intensa batalha judicial e muita polêmica na opinião pública.

Especialistas dizem que a morte de Eluana depois da retirada do tubo pode levar cerca de duas semanas, mas que ela não sentirá dor. Médicos da clinica de Udine disseram na terça-feira que ela deixará de ser alimentada em três dias, e será sedada para evitar possíveis desconfortos.

Fonte: Reuters

COALIZÃO ITALIANA IRÁ PROPOR MOÇÃO NO PARLAMENTO EUROPEU PELA EXTRADIÇÃO DE BATTISTI.


03/02/2009

Os deputados da coalizão governista italiana Povo da Liberdade no Parlamento Europeu disseram nesta terça-feira (03/02) que planejam propor uma moção conjunta favorável à extradição do ex-ativista Cesare Battisti. O italiano - condenado à prisão perpétua em seu país pelo assassinato de quatro pessoas - recebeu refúgio político no Brasil.

A coalizão apresentou hoje as iniciativas que está tomando na sede do legislativo da União Europeia para conseguir o apoio do bloco na disputa política e diplomática que vem sendo travada entre os governos da Itália e do Brasil.

Na tarde da próxima quinta-feira, o Parlamento Europeu realizará um debate sobre o assunto, que será sucedido por uma votação para exprimir a opinião dos deputados.

"Parece-nos um ato necessário pedir que o Parlamento se manifeste", afirmou a deputada Roberta Angelilli, segundo a qual "existem as condições para chegar a um texto amplamente compartilhado". "O espírito é encontrar uma convergência muito serena e rigorosa sob o perfil diplomático e institucional."

Entre as prioridades, explicou a deputada Cristiana Muscardini, está iniciar uma discussão no Conselho Europeu sobre a necessidade de encontrar um comportamento uniforme por parte dos países da União Europeia sobre a questão da extradição, em particular quando há o interesse de países terceiros.

"Existem todas as condições para uma tomada de posição do Parlamento clara e inequívoca", disse, por sua vez, o deputado Mario Mauro.

Após diversas mensagens oficiais de descontentamento com a decisão brasileira, no último dia 27 o chanceler italiano, Franco Frattini, chamou para consultas seu embaixador em Brasília, Michele Valensise.

O processo está tramitando no STF (Supremo Tribunal Federal), que deverá decidir nos próximos dias se o italiano será extraditado ou permanecerá sob refúgio político.

Na última quinta-feira, o ministro brasileiro Cezar Peluso, do STF, autorizou que o governo italiano se manifestasse no processo, dando cinco dias ao país para cumprir a solicitação.

Valensise retornou hoje a Brasília, onde anunciou que irá apresentar nos próximos dias uma manifestação do governo italiano ao STF sobre o caso, com um pedido de revisão da concessão de refúgio político a Battisti e sua consequente extradição.

Fonte: ANSA

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Israel volta a atacar Gaza, em resposta a lançamento de foguetes palestinos.


A aviação israelense bombardeou neste domingo uma delegacia de polícia, no centro da faixa de Gaza, segundo as forças de segurança palestinas. Não houve vítimas no ataque.

O fato aconteceu logo após a advertência do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de que o Estado hebreu reagirá de forma "severa e desproporcional" aos disparos de foguetes palestinos a partir da faixa de Gaza.

"Já dissemos que se foguetes forem disparados contra o sul do país, haverá uma resposta israelense", declarou Olmert à imprensa na abertura semanal do conselho de ministros.

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"Dei a instrução ao Exército, através do ministro da Defesa, de preparar uma resposta israelense adaptada às circunstâncias, e esta resposta será dada no momento e no lugar que teremos escolhidos", acrescentou.

"Não aceitaremos uma volta à situação anterior, e vamos agir de forma a acabar com os disparos constantes de foguetes, que impedem os habitantes do sul de Israel de terem uma vida normal", prosseguiu o premier.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, afirmou por sua vez que Israel "empreenderá todas as ações que forem necessárias". "O Hamas já recebeu um duro golpe, e se for necessário receberá outros", advertiu.

Quatro foguetes palestinos explodiram neste domingo no sul de Israel, sem deixar vítimas nem danos materiais, informou o Exército israelense.

Pelo menos sete foguetes foram disparados contra Israel desde a instauração do cessar-fogo que pôs um fim à ofensiva israelense, na qual morreram mais de 1.300 palestinos da faixa de Gaza entre os dias 27 de dezembro e 18 de janeiro.

Há duas semanas, Israel e o Hamas declararam cessar-fogo após três semanas de ofensiva militar israelense contra a faixa de Gaza que causou a morte de cerca de 1.300 palestinos, muitos deles civis, além de dez soldados israelenses. Outros três civis israelenses foram mortos em conseqüência dos ataques com foguetes palestinos.

"Já dissemos que se houver novos disparos de foguetes contra o sul do país, haverá resposta israelense desproporcional ao fogo contra os cidadãos de Israel", afirmou Olmert.

Segundo a imprensa israelense, um dos quatro foguetes que atingiram o país no domingo caiu numa área entre duas creches na região de Eshkol.

No sábado, um foguete disparado a partir de Gaza já havia atingido a cidade de Ashkelon, também sem deixar vítimas. Pelo menos outros dois foguetes haviam sido disparados nos dias anteriores.

Na última terça-feira, um soldado de Israel foi morto na fronteira com Gaza. Israel respondeu com ataques aéreos e uma breve incursão terrestre ao território com tanques e soldados.

Israel realiza eleições gerais muito disputadas, marcadas para o dia 10 de fevereiro. Concorrem ao cargo de primeiro-ministro, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, líder do partido Kadima (centro), além do próprio Olmert, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, líder do partido Trabalhista (centro-esquerda).

Apesar de um aumento na popularidade de ambos os ministros após a ofensiva contra Gaza, as pesquisas dão vantagem ao ex-primeiro-ministro Benyamin Netanyahu, líder do Likud (direita).

FAIXA DE GAZA

Arte UOL

AFP